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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Pura lenda....


Diz a lenda que uma verdadeira mulher tem a casa sempre limpa e arrumada e o cesto de roupa suja e o lava-loiça vazios. Está sempre bem arranjada e perfumada. É fina, não bebe, não diz palavrões e comporta-se correctamente em qualquer momento, sitio ou circunstância. Não reclama de nada, tem muita paciência para a sua família e um sorriso no rosto e uma frase amável para todos.
Começo a suspeitar que, na realidade, sou um homem.















quarta-feira, 6 de julho de 2011

O Racismo













Haverá um homem perfeito?
De que raça será ele?
Tanta descriminação
Só pela mera cor da pele.
Ninguém vê o coração?
Ninguém sente e desmente
Esta falta de imaginação?

Porque o RACISTA é que inventa
Estes conceitos, que são
Não menos do que vaidade,
Do que falta de atenção
Com os sentimentos, e maldade
De quem não tem coração.

Não é pelo tom da pele
Que se destinguem os homens,
Que se humilha um nosso irmão,
Que se sensura e titúla
Um homem, sem uma razão.

(30-05-1996)

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Quando eu morrer











Quero-te perto ao morrer
Cheio de doçura e esplendor,
Abrir os olhos pra te ver
E morrer depois de amor,
Só de sentir teu calor,
Teu olhar entristecer.

A tua voz quero ouvir
Como hino secular
E depois, irta, cair
Só por te ouvir implorar,
Por te ouvir gemer, chorar,
Ao veres-me quase a partir.

Quero sentir tua mão
Dizer-me adeus com piedade
Por já sentir a solidão.
E despedir-me com saudade,
Ao lembrar a mocidade,
Os tempos que já lá vão.


(15-5-1996)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

De volta pro meu aconchego.

Sabe bem ouvir esta música... principalmente se for frente à lareira e depois de um dia cansativo!



Adoro!!!
Relaxa-me!!!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Infância desprevenida.

Já há muito tempo que a minha infância desprevenida, tão cheia de truques e partidas, partiu... E que saudades tenho dela!
Se não foram tempos fáceis foram com certeza os mais fáceis da minha vida, de tão saborosos e de tão variados que foram, de tão irresponsáveis e livres.

Senti dores e esfolei joelhos, tive desgostos, tive aventuras constantemente vividas em perigos indefensáveis, tive de “lutar” para vencer medos... Mas não será assim até morrer??

Infância, onde estás? Tenho saudades tuas...

Como era tudo tão belo, tão inconsequente! Apesar de ter nascido e crescido na cidade, a liberdade era quase total. Em férias, havia horários pra se fazer os trabalhos de casa (de manhã) e horários pra se sair de casa (logo a seguir ao almoço), mas o horário de regresso só chegava com o barulho da barriga a “dar horas”, ou com um chamamento mais audível para vir jantar (já de noite). E muitas vezes havia uma saída “past-dinner” que só me fazia regressar quando apenas o cansaço me fazia mover os pés, em direcção à cama (por volta das 23h). Brincava-se na rua com os vizinhos, no tempo em que ainda se conheciam os vizinhos do mesmo prédio e do mesmo bairro.

Infância onde estás? Tenho saudades tuas...

Nada mais nos era exigido para além de brincar e fazer os trabalhos de casa. Não havia obrigações. Só comer e dormir. E como eu dormia, meu Deus!! Que gozo me dava! Fazendo alguma retrospecção e analisando os dias de hoje, consigo perceber que ando agora a descontar o tempo a mais que dormi.

Infância onde estás? Tenho saudades tuas...

Foram realmente brilhantes esses tempos da minha infância desprevenida. Comparando com hoje, talvez tenha sido uma Rainha-Dona-Amélia ou uma Cleópatra. Fui com certeza a mais feliz das princesas à procura do seu “príncipe encantado”, uma doce Heidi, uma guerreira Shera. Talvez pertencesse até ao grupinho do Piranha, dos risonhos tempos do “Verão Azul”. Talvez tenha aprendido quase tudo com o “era uma vez...no espaço” ou com o “era uma vez... no corpo humano”. Certezas? Só uma... a de que fui realmente uma criança feliz!

Infância onde estás? Tenho saudades tuas...

(Não vou desistir de te procurar, pois talvez te possa encontrar ainda dentro de mim mesma.)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

VIVER DESPENTEADA!!



Decidi aproveitar a vida com mais intensidade!
O mundo é louco, definitivamente louco...
O que é bom, engorda. O que é lindo, custa caro.
O que sabe bem, faz mal.
O sol que ilumina o nosso rosto, enruga.
E o que é realmente bom nesta vida, despenteia...



Fazer amor - despenteia.
Nadar - despenteia
Pular - despenteia.
Tirar a roupa - despenteia.
Brincar - despenteia.
Dançar - despenteia.
Dormir - despenteia.
Beijar com ardor - despenteia.

É a lei da vida: Vai estar sempre mais despenteada a pessoa que decide andar na montanha russa, que aquela que decide não andar nela; vai andar sempre mais despenteada aquela que vive a vida sem se "preocupar com o cabelo".

Por isso, a minha recomendação é: entrega-te, come coisas gostosas, beija, abraça, dança, apaixona-te, relaxa, viaja, salta, dorme tarde, acorda cedo, corre, voa, canta, arranja-te para ficares linda, arranja-te para ficares confortável, admira a paisagem, aproveita, e acima de tudo:

Deixa a vida despentear-te!!!!

O pior que te pode acontecer é precisares de te pentear de novo...

Bjkas