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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Sonho impossível.

Eu tenho uma espécie de dever, que é dever de sonhar, e sonhar sempre, pois sendo mais do que uma espectadora de mim mesma eu tenho que ter o melhor espectáculo que posso e por isso sonho, e tento tornar os meus sonhos realidade. E assim me construo a ouro e a sedas em salas supostas, invento o palco, o cenário, para viver os meus sonhos entre luzes brandas e músicas invisíveis. Um dia, farei desses sonhos o meu quotidiano!




"Sonhar mais um sonho impossível,
Lutar, quando é fácil ceder,
Vencer, o inimigo invencível,
Negar, quando a regra é vender,

Sofrer a tortura implacável,
Romper a incabível prisão,
Voar num limite improvável,
Tocar o inacessível chão.

É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo, cravar esse chão,
N me importa saber se é terrível demais,
Quantas guerras terei de vencer, por um pouco de paz

E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão,
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão.

E assim, seja lá como for,
Vai ter fim a infinita aflição.
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão."

Chico Buarque

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Afinal, o que querem as mulheres dos seus homens?!


Há muito tempo que esta pergunta me inquieta e já pensei muito sobre o assunto mas nunca cheguei a uma resposta definitiva. Este fim de semana falei sobre isto e assim, depois de muito pensar, investigar e perguntar às mulheres com quem vou convivendo, cheguei à conclusão que (à excepção de uma ou outra qualidade mais específica) todas a mulheres querem o mesmo de um homem:
O que nós queremos (todas sem excepção) é que eles sejam bonitos e atléticos (embora esta não seja uma condição fundamental). Muitas dizem que isso não é importante, o que é certo é que se um homem não nos agrada à primeira vista, dificilmente nos aproximaremos para o conhecer melhor. A condição fundamental, aquela que em boa verdade mais nos cativa, é q os nossos homens nos amem muito; muito mas não demasiado, pra não enjoar(e, já agora, que não tenham vergonha nem medo de o dizer). O que nós queremos em 2º lugar, é que os nosso homens nos entendam e que nos ouçam com muita atenção, mesmo que não tenham muito interesse na nossa conversa mas fingindo ter. Não precisam de estar sempre a trazer-nos flores (até pq isso torna o gesto vulgar!) mas devem procurar-nos, fazer um carinho na nossa cara ou no ombro, dar-nos a mão no cinema ou pousar a mão na nossa coxa (basta apenas pousar) por debaixo da mesa ou quando estão a conduzir, coisa de quem se sabe dono absoluto do nosso coração e do nosso corpo; só faz isso um homem seguro, que é o que todas queremos!
Por outro lado, é preciso que eles perguntem a nossa opinião, tal como: Que vestir em determinada ocasião, se gostamos daquele perfume, por qual dos carros se decidir, mesmo que acabem por fazer o que querem sem dar muita importância à nossa opinião. Mas também é preciso que às vezes fiquem quietos, calados, sem nos dar muita importância, para nos deixarem bem inquietas e a imaginar os pensamentos deles. O que me parece, é que uma mulher não pode _ NUNCA! _ sentir-se demasiado segura, nem demasiado insegura. Tem que ser no ponto certo ou perde o interesse. O ponto certo é a questão! Este equilíbrio tão difícil de atingir e que só um homem inteligente consegue! Para isso, é preciso que o nosso homem tenha um pouco de sensibilidade (o q é raro!). A sensibilidade para sentir quando precisamos de um carinho, de um "amasso" ou, simplesmente, de ficar em silêncio. Tem também de ser capaz de, no fim de uma zanga, dizer "vem cá sua tola", de nos aninhar entre os seus braços e depois esquecer tudo o q estava a dizer. Ai... quem me dera ter um homem destes!
Eles nem precisam de nos ajudar a lavar os pratos ou a arrumar a cozinha, essas coisas nós fazemos bem, quando amamos (se bem que uma ajuda vem sempre a calhar - só ajuda a relação). Mas a cada 5 minutos o nosso homem pode perguntar, enquanto vê o futebol sem tirar os olhos da televisão, se ainda falta muito para nos sentarmos a seu lado, pedir para lhe levarmos uma cerveja e dizer "vem sentar-te ao meu lado para ver o jogo". É claro que, na maioria das vezes, nós não estamos minimamente interessadas no jogo mas, só o saber que eles precisam de nós ali ao pé, é tudo o que precisamos para ser felizes. E quando a equipa deles marcar golo e eles comemorarem abraçando-nos e beijando-nos muito, sermos solidárias e mostrarmos que estamos tão felizes como se tivéssemos acabado de ganhar o mais lindo vestido de Valentino.
A hora de ir para a cama é, sem sombra de dúvidas, muito importante: mesmo que eles estejam na cama a trabalhar, a estudar ou a ler Banda Desenhada, é fundamental que eles ponham a perna por cima da nossa para que sintamos que, aconteça o que acontecer, eles estarão sempre ligados a nós. E um homem que quer ser amado não pode jamais _ mas jamais! _ depois de apagar a luz do candeeiro, virar-se de costas pra dormir; isso é como um crime que mulher nenhuma perdoa. E quando, já no escuro, ele faz um carinho na nossa cabeça e se encaixa _ não há mulher que resista a um homem que se saiba encaixar bem _ aí é que nós sentimos a felicidade total e pensamos que é aquele homem, aquele e nenhum outro, que nos pode fazer felizes.
É só isso que queremos dos homens. Não é pedir muito, pois não? lol

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Apaixonar-se!!

Há pessoas que adoram apaixonar-se. Por qualquer coisa (por um objecto, por uma ideia ou ideal...) e a propósito de qualquer coisa. Porque é Primavera ou porque estamos no bucólico Outono, a propósito de uma viagem a um local distante ou por causa da permanência no mesmo sítio... Eu sou uma dessas pessoas (mais moderada, é certo) que acha que a paixão faz mover montanhas e que, num gesto de paixão, se cria energia cinética suficiente para fazer girar o mundo.
Assim, quem gosta de se apaixonar, acaba por ter uma filosofia própria sobre o assunto referindo muitas vezes essa força, essa energia, o impulso que o descobrir alguém lhe traz à vida, o sentido acrescido que cada nova paixão lhe dá, o bom que é ter alguém pra partilhar ideias, aventuras e projectos, a alegria dessa cumplicidade, e o mau que é não ter com quem o fazer.
Mas também há os que pensam ao contrário, que detestam envolver-se, perder o controlo, e que consideram a paixão um perigo iminente de vida ou de desagregação. Estas pessoas temem fazer e dizer coisas que não são supostas nem desejáveis para quem gosta der ter a vida "geladamente" controlada. Isto além de, claramente, detestarem sentir a angústia da perda antecipada do seu amado/a, ou o terror de deixarem de ser quem são e como são, pela existência de um outro/a que lhe pede coisas e tem expectativas.
Também estes referem que não gostam de se apaixonar porque a paixão provoca um desiquilíbrio que não compensa, vivendo de prazer em breves momentos.
Depois há ainda aqueles que se apaixonam raramente e que, mais raramente ainda, se questionam sobre o sentido das coisas. Como se a paixão fosse uma inevitabilidade, como ter sarampo na infância. Normalmente, estes têm dificuldade em acreditar que as paixões não acontecem por acaso, mas antes surgem e ganham corpo em momentos precisos da vida.

A paixão depende do nosso estado de espírito. Porque "ninguém se apaixona quando já está apaixonado, e também porque na paixão conta pouco quem o outro é"; de facto, dá pra perceber que o enamoramento tem, antes de mais, ver com nós próprios. Apaixonamo-nos quando estamos preparados para isso, quando temos o coração "limpo", quando estamos afectivamente disponíveis, quando encontramos um objecto ou um sujeito que nos "enche as medidas".

Quando nos apaixonamos e surge a tal energia cinética, achamos que o movimento dessa força é sempre em direcção ao objecto desejável, o que é mentira. A maioria das vezes nem é assim! Às vezes o objecto da nossa paixão é uma mera referência, distante e intocável, mas que serve, ainda assim, para nos excedermos a nós mesmos, para nos esforçarmos a ser mais parecidos com o que aspiramos ser.

Como estratégia de mudança, pode parecer complicado, mas lá que é eficaz, não duvidem!!